Um jogador alemão de Valorant passou por um pesadelo que é o pesadelo de qualquer fã de PC gaming: ao comprar um processador usado para fazer um upgrade gastando menos, acabou levando de brinde um banimento por trapaça que ele nem cometeu.

A história repercutiu no fórum Reddit após o usuário After-Cartoonist-196 relatar no subreddit alemão PCBaumeister que o jogo fechou imediatamente assim que ele tentou rodar o Valorant no seu novo Ryzen 7 5800X3D — comprado no dia 21 de setembro. O detalhe? No processador antigo, o jogo rodava perfeitamente.
Ao entrar em contato com a Riot Games, o suporte teria informado que o número de série da CPU estava na lista negra do Vanguard (o sistema anti-trapaça da empresa) devido a um banimento aplicado em 12 de agosto, quando o chip ainda pertencia ao dono anterior. Para piorar, o jogador afirmou que o suporte avisou que sua placa-mãe e armazenamento também haviam sido sinalizados, sem chance de reversão.
O outro lado: a resposta da Riot
Phillip Koskinas, diretor de Anti-Cheat da Riot, comentou o caso no X e colocou em dúvida a história apresentada pelo jogador.

Falta de registros: Koskinas afirmou que não encontrou nenhum ticket de suporte que batesse com os dados apresentados pelo jogador.
@AntonLFG @CR1337 I couldn’t find his ticket, but this is pretty unlikely. Our hw bans only last 4 months maximum, they’re game-specific, and support tells you the time remaining on the ban when you write in. We also don’t add "everything else" onto the denylist when we match one component.
— Phillip Koskinas (@deteccphilippe) October 2, 2026
Regras do banimento: Ele esclareceu que os banimentos de hardware da Riot duram no máximo quatro meses, aplicam-se apenas ao jogo em que a infração ocorreu e que o suporte sempre informa o tempo restante da punição.
Efeito dominó negado: O executivo negou categoricamente que o Vanguard coloque o restante do PC na lista negra só por detectar uma peça banida.

O risco das peças usadas
Mesmo na versão oficial da Riot, o cenário escancara um problema real do mercado de eletrônicos seminovos: se o banimento foi aplicado em 12 de agosto, o comprador inocente teria que esperar até o meio de dezembro para conseguir jogar. Como não existe uma ferramenta pública para checar se uma peça usada carrega um banimento de hardware por anti-trapaça, quem compra fica totalmente no escuro até instalar o componente na máquina.


